Noite irreal

É noite…sozinha em casa instalasse o clima do que se sente. Tristeza!
No corpo, uma calças de fato treino vestidas, um top, um casaco usual e umas meias bem quentinhas.
O sofá, é só nosso (antes não fosse).
Na televisão, o programa eleito é um dvd de um grande concerto de robbie williams.
No computador, ligado à net está com quem se precisa falar, está com quem se precisa estar, está quem não está.
Na cabeça, vagueiam vários pensamentos, certos e errados, precisos e confusos, ilusões e desilusões, sabendo sempre o que se sente mas que o coração não sabe racionar.
Tantas perguntas que surgem e as respostas não passam de especulações, só se sabe que dói, só se sabe que se ama, só se sabe que se quer estar bem…
E enquanto isso quem é que continua presente? O antigo amor platónico…passeia-se dentro do ecrã da tv, sempre com as palavras certas, sempre a dizer aquilo que se deseja ouvir, e fá-lo quantas vezes a gente queira, basta pegar no telecomando fazer rew e ele repetirá tudo o que é bom de ouvir…é fácil amá-lo não é?
O difícil é amar quem também nos ama…mas ama-se.
Uma noite irreal, mas tudo o que se sente é real. (um sorriso tristonho para as noites assim)

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